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Caminhoneiro morto em acidente na MT-170 era foragido por matar a esposa e apareceu no Linha Direta




O exame de necropsia realizado pela Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) no corpo de Otelino Batista Reis, de 59 anos, revelou um desdobramento surpreendente sobre sua identidade. O caminhoneiro, que morreu em um acidente na MT-170, em Juína, na última sexta-feira (28.03), era um foragido da Justiça de Minas Gerais, condenado pelo assassinato da esposa, Adriana Ferreira Machado Reis, em 2006.

O caso teve grande repercussão nacional na época e foi destaque no programa Linha Direta, da TV Globo, em um episódio intitulado “Em nome da mãe”. Conforme narrado na atração, Otelino e Adriana foram casados por 16 anos, mas o relacionamento era marcado por brigas e crises de ciúmes. Quando Adriana decidiu se separar definitivamente, ele invadiu seu salão de beleza, em Betim (MG), e a esfaqueou cinco vezes, fugindo em seguida.

A filha do casal, então com 16 anos, presenciou o crime e segurou a mãe em seus últimos momentos de vida, prometendo que cuidaria do irmão caçula e lutaria pela prisão do pai. No entanto, Otelino nunca foi localizado pelas autoridades. Um dos fatores que podem ter ajudado em sua fuga foi um erro na grafia de seu sobrenome na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), registrada como “Ries”, ao invés de “Reis”.

O destino de Otelino foi selado em um acidente na manhã de sexta-feira, quando ele conduzia uma carreta carregada de madeira pela MT-170. Em uma curva, perdeu o controle da direção, saiu da pista e capotou o veículo às margens da rodovia. Testemunhas acionaram o Corpo de Bombeiros, mas, ao chegarem ao local, os socorristas constataram que ele já estava sem vida.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia, momento em que sua verdadeira identidade foi descoberta. Assim, um foragido da Justiça, que escapou por quase duas décadas, teve seu paradeiro revelado de maneira inesperada e trágica.

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